04/06/08

Dúvidas existenciais

No outro dia ao passar pelas bombas de gasolina da Agip perto de minha casa, uma questão assolou-me fortemente, algo que já me tinha perturbado diversas vezes e que não me tem saído da cabeça. Certamente todos podemos concordar que vivemos num mundo louco, frenético em que tudo anda muito rápido, talvez por vezes rápido demais. A nossa sociedade encontra-se em constante evolução, os costumes já não são o que eram, e os preços….bem os preços nem comento. Um grupo de pessoas passou e aquele cheiro bateu-me forte, tão forte como a questão que não me saiu da cabeça o dia todo. Gasolina? Não, naftalina. E a questão perdura, forte e incisiva, tão importante como tantos outros assuntos que me perturbam diariamente.

Porque é que ainda há pessoas com menos de 65 anos que cheiram a bolas de naftalina?

30/05/08

O Gato

Ela pega no enorme búzio comido pelo tempo e encosta-o ao ouvido. Tão suave como o cheiro da maresia, é aquele som profundo que continua a vir do seu interior e a recorda de terras beijadas pelo mar e pela areia, terras de gente simples e de pele áspera, maltratada pelo sol e pelo sal. Sentada na margem do último andar de um prédio desconhecido, olha para baixo e contempla a azáfama das pessoas, andando freneticamente para a frente e para trás, tão pequenas como formigas. O barulho do vento fustiga as árvores e fá-la guardar o búzio na mala, com carinho e cuidado, como se de uma relíquia se tratasse, e encolher-se debaixo da enorme gola do sobretudo preto. Sente uma presença e vira-se ligeiramente, espreitando quem chega. Um gato. Um gato grande e bonito, de pelo lustroso e barriga pesada, demasiado bonito para ser um gato de rua. De nariz pintalgado de preto e amarelo, quase que se assemelha a uma pintura. Com movimentos suaves para não o afugentar, procura um pudim na mala para dar ao gato. “Será que ele come isto?” Pensa. Estende-lhe o pudim já aberto e delicia-se com a visão de ver o gato a devorar aquele pequeno petisco com afinco. Terminada a refeição, salta para o muro e senta-se ao seu lado, contemplando-a fixamente. As lágrimas escorrem-lhe pela face e gelam-lhe o peito ao caírem pelo pescoço. Pensa que bom seria se pudesse transformar-se num gato, num pequeno gato de rua, livre e feliz e que com isso, todos os seus problemas desapareceriam. Pensa que os gatos não choram, e que só por isso já valeria a pena. Olha fixamente para os olhos do gato, azuis e penetrantes, pensa que já devem ter visto mil histórias e lugares e, que se pudessem falar, certamente a embalariam ao som de relatos de passeios por vielas estreitas ou de pastos sem fim. Deixa de sentir o frio das lágrimas e sente o peito quente, olha para baixo e não vê o colar que tinha ao pescoço, mas sim uma pelagem branca e suave, como se a de um gato se tratasse. Olha para o lado e já não vê a sua companhia, apenas a embalagem de pudim vazia, e o seu colar, caído numa poça de chuva. Desce do muro e salta para o chão, sente os pés frios e molhados e ao olhar novamente apercebe-se que tinha patas de gato. Pega no colar com os dentes, e fá-lo deslizar pela sua cabeça, ficando pendente no seu pescoço. Olha novamente em seu redor, e procura algo ou alguém, sem saber bem o quê. Começa a chover, as pingas caem-lhe no pelo como se nada fosse, pois não sente frio. Dirige-se para a porta e começa a descer a enorme escadaria. Andar após andar, desce cada vez mais rápido, sem se sentir cansada e sem lhe doer a perna. Precisa de algo, mas continua sem saber o quê, apenas sente um cheiro doce a bebés e recorda a visão de uns olhos grandes e rasgados, escuros como a noite. Sem saber para onde vai, começa a caminhar sem parar, cada vez mais rápido e com destino a um sítio que não sabe o que é nem onde fica. Anda horas e horas, quase um dia inteiro, até que o aroma se torna cada vez mais intenso, e a sensação que está a chegar a algum lado é cada vez mais forte. Segue pelas ruas, virando e cruzando, cada vez mais certa do seu destino. Eis que vê uma porta familiar, dá algumas voltas, como se para ter a certeza que é ali que deve estar. Tenta falar mas não consegue, procura a campainha mas não chega lá em cima. Cada vez mais frustrada e ansiosa, procura uma maneira de entrar naquela casa. Um sufoco cada vez maior invade-a, um sufoco de querer chamar e gritar, e não sair nada. Volta a rodear aquela pequena casa de pedra até que avista uma janela aberta. Salta para o parapeito e vê uma pessoa, um rapaz, com os mesmos olhos com que havia sonhado e sente o mesmo cheiro que a tinha guiado até lá. Arranha o vidro freneticamente, tentando abrir a janela mas sem sucesso. Senta-se e espera que o rapaz a veja. Sossegado na sua cadeira, repara que está a desenhar algo que não consegue compreender o que é e deixa-se ficar muito quietinha a contemplar aquele cenário tão estranhamente familiar. Passados largos minutos, eis que o rapaz repara na presença de alguém e avista o gato. Nervosa e emocionada com a presença daquele estranho tão familiar, começa a miar e a arranhar ansiosamente o vidro, até que o rapaz abre a janela e a deixa entrar. Ela salta para o seu colo e começa a cheirá-lo, como se de um reconhecimento se tratasse, roça o nariz e os bigodes nas suas mãos invulgarmente bonitas para um homem, cheira a sua camisola, roça o pelo na sua pele. Estende as patas e tenta subir para o seu ombro, quando reconhece o cheiro que a tinha guiado até lá. O seu cabelo. Aquele cabelo curto e suave, tão doce como o de um bebé. Muito sossegada deixa-se ficar no seu colo enquanto ele lhe afaga o pelo com suavidade e carinho. Enrosca-se cada vez mais nele, como se nunca mais de lá quisesse sair. Olha para cima e vê-o sorrir para si. “Olá bichaninho”, diz ele suavemente. Quietinha, deixa-se adormecer, esperando que aquele momento não acabe nunca, e que a quentura daquele colo esteja sempre lá para ela. Tão quente e doce, tão quente e doce quanto a pessoa que o comporta, aquele rapaz dos olhos escuros, escuros como a noite.

13/05/08

This modern love breaks me







Saio do café em passo lento, apesar de estar calor levo o casaco posto com a t-shirt verde do trabalho a espreitar pela gola. A noite está quente e não se vê ninguém na rua, penso que horas serão. O meu impulso é olhar para o relógio mas apenas encontro o pulso despido, procuro o telemóvel e não o encontro, ficou fechado no café. Que se lixe penso, devem ser umas 3.30h da manha, quem é que me vai ligar? Ando cada vez mais devagar, ando invulgarmente cansada e abatida, tal qual adolescente descoordenada, ombro esquerdo sufocado pelo peso do portátil, ombro direito sufocado pela enorme mala cheia de material para o qual ultimamente nem tenho olhado. Olho a volta e aprecio o barulho da água na fonte do rato, à espera de ver as tão verídicas chinchilas (não é assim que se escreve eu sei) que a minha colega tão veemente afirma ver a saltitar por ali de vez em quando. Deverei dizer-lhe que talvez serão ratazanas ou atrever-me-ei a destruir a sua ilusão de que existem roedores mexicanos exóticos à solta na Covilhã? Passo pela universidade, não posso deixar de me lembrar que tenho aulas às 10h mas a tentação de ir apanhar um bocadinho de internet é maior e acabo por me sentar em frente à biblioteca. Ponho os auscultadores, apetece-me ouvir cocorosie. Deparo-me com uma mensagem que preferia não ter visto, “ estou na merda, perdi o rumo na vida, preciso de ti”. Não respondo. Não sei o que dizer. A preguiça consome-me, sei que devia trabalhar um pouco mas acabo a vaguear por sites de livros. Não consigo deixar de pensar nos problemas dos últimos tempos que se começam a amontoar tal qual as folhas das árvores no parque. Sim, são assim tantos. Uns abafam os outros, desaparecem brevemente mas logo vem o vento e põe-nos a descoberto de novo, realçando constantemente a sua existência. Penso se será possível viver sozinha, sem ninguém, sem conflitos, sem problemas. Assim não haveria problemas. Não consigo deixar de me rir um pouco ao lembrar-me do personagem de Lúcia no filme Lucia y el sexo, afirmando repetidamente “Voy a vivir sola” enquanto caminha freneticamente pela praia, para a frente e para trás, numa tentativa desesperada de afirmar a sua convicção. Vivir sola? Impossível, todos precisamos de pessoas, mas imaginem que bom seria viver sem mentiras, sem tolerar merdas de ninguém. Tenho quase 24 anos e sei que não sei muito da vida, pois se soubesse, não estaria constantemente a sofrer desilusões, pois poderia anteve-las antes de chegarem. À medida que as nossas prioridades se alteram, vamos dando mais importância a umas coisas do que a outras, e pouco a pouco, os duros picos da realidade vão-se instalando sem darmos por isso. Um dia acordamos e apercebemo-nos que nos tornámos frios e que aquela faceta infantil que antes preenchia uma grande parte da minha personalidade, está subtilmente a desaparecer. Inocência. Confiança. Pureza. Já não as tenho. Culpa minha? Duvido. Não compreendo porque existem pessoas que se dão ao trabalho de minar e boicotar a vida dos outros sem qualquer problema de consciência. Aliás, há quem já o faça naturalmente, como se fosse algo biológico, algo que não conseguem evitar. Recordo-me de no outro dia ter visto uma publicidade a uma reportagem na Tvi e esta frase ficou-me na cabeça: “se não és minha, não és de mais ninguém”. Assim como há homens que são capazes de tudo para ficarem com quem querem, também há mulheres capazes de passar por cima de tudo e de todos para ficarem com o que querem, ou com quem querem, mesmo que essa pessoa já não lhes pertença. Começa a chover e baixo de novo a terra. Hesito por instantes, vou ou fico? A chuva não é assim tão forte. Pensado melhor, acho que vou, o computador não é impermeável, nem a minha franja (pensamento de gaja). Apresso-me rua acima e quase morro de susto quando um carro cheio de bimbos passa por mim a alta velocidade, buzindando e grunhindo algo obsceno que preferi não me dar ao trabalho de decifrar. Chego a casa e mal entro no prédio, o cheiro a pão e bolos intoxica-me de imediato. Privilégios de viver por cima da padaria. Se bem que o aquecimento de borla e o cheiro aconhegante ao forno da avó apenas me vale quando é inverno, porque nos últimos tempos, apenas o associo a acordar suada a meio da noite e a pesadelos com cheiro a canela. Podia jurar que no outro dia acordei a meio da noite, e ao olhar os meus pés despidos, vi as tiras do palmier de chocolate, demolhadas em chocolate nas pontinhas, onde as unhas deveriam estar. Devo estar a ficar choné. Abro a janela do quarto. La fora a lua está bem alta, bem cheia e cor de laranja. Consigo vê-la da cama, isto sempre me reconfortou. No computador toca blocparty, ao tempo que não ouvia isto, mesmo assim lembro-me sempre de alguém que não vejo há muito tempo. Olho para a parede cheia de desenhos e colagens. Já me apetece desenhar de novo. Pego na colecção na qual é suposto inspirar-me para fazer outra colecção e folheio-a demoradamente. Paneleiro, bicha, aberração, estranho. Digam o que disserem, para mim John Galliano é sinónimo de Génio. Escolhi a sua colecção para a Christian Dior, (do Outono-Inverno de 2001/2002, caso queiram cuscar) para reinterpretar criativamente, fazer um painel abstracto sobre a mesma, e com base nisso, criar a minha própria colecção, inspirada nessa mesma, mas ao mesmo tempo diferente. Parece fácil? Nem um pouco. Mas balanço final, saí-me melhor do que esperava. Sinto que aprendi e evoluí muito, e apenas posso sentir pena por ter passado tantos anos da minha vida a fazer tudo menos isto. É este momento que conta. E não as mentiras e mexericos, não os problemas de merda e pseudo-conflitos. É este momento, agora. Olhar para o meu trabalho e sentir que não mudava uma linha, sentir que tudo aquilo sou eu e que não poderia fazê-lo de outra forma. Sentir-me feliz pelos elogios, em vez de me sentir triste pelas facadas dos outros. Que se fodam. Uma amiga há tempos disse-me, “as pessoas só têm a importância que lhes damos” (frase de gaja, eu sei, mas tão verdadeira que é impossível de não pensar nela), pois só importa quem eu quero. O resto que vá com os porcos. Levanto-me e começo a procura do meu frasquinho das bolas de sabão, ao tempo que não o vejo. Encontro-o dentro de uma caixa de sapatos. Deito-me na cama, vou fazendo bolas de sabão com cheirinho a fairy limão, o sono já pesa e o corpo também, olho para as bolas a pairar no ar enquanto se aproximam da lua. Adormeço. Nessa noite não sonhei com bolos de canela nem com palmiers de chocolate. Sonhei que era muito pequenina, leve que nem um smartie (ou um conguito, porque não?). Flutuava numa bola enorme com cheirinho a fairy, até a lua, num passeio demorado e agradável. Longe de todos, ao som de cocorosie. Sola, solamente sola.

06/05/08

Escapadela (com sabor agridoce)





"I'll always be by your side, Even when you're down and out, I'll always be by your side, Even when you're down and out, I'd wear your black eyes, Bake you apple pies, I don't ask why... "

23/12/07

My new look

Para quem disse "que giro pareces mesmo tu!", dá mais ares a uma cristina ricci mas pronto...thanks anyway =)

pL.

22/12/07

Até breve, parte II

Demorou mas lá chegou o dia de voltar, e ao vir não posso deixar de mostrar as tão prometidas fotos. É um ate breve à linda covilhã, vemo-nos dia 31 para a tua entrada no novo ano (em grande estilo e cor, como sempre claro).











12/12/07

Tea anyone?






















+

















=





Mais uma tarde de palhaçada e bons petiscos...


pL.

06/12/07



«We know a place where no planes go



We know a place where no ships go



(...)



Between the click of the light and the start of the dream



(...)



Little babies?Let's go!

p.s. cliquem no título, há lá video! :)


Women and children?Let's go!



Old folks?Let's go!



Don't know where we're going»

p.s. cliquem no título na coluna dos recent posts, tem lá video! :)


pL.

26/11/07

Eu quero...eu quero o meu TCM!

A maioria das pessoas que me conhece está a par da minha grande pancada por filmes antigos, adoro-os de facto, e isso é incontestável. Não nasci nos Golden years mas não consigo deixar de sentir um fascínio enorme pelas décadas do cinema clássico, especialmente o cinema a preto e branco. Desde que enveredei por estas vias universitárias de estudante combatente/independente, muitos foram os privilégios dos quais tive que abdicar, tenho sentido a falta de muitos deles, mas sem dúvida alguma, sinto falta das minhas noitadas a ver o TCM, sinto falta de contar os minutinhos para a meia noite, e esperar que o cartoon network se convertesse como por magia (olha os pirulitos da cabeça dela já a sairem do sítio) no fantástico TCM. "Que filme será que vai dar hoje?", "Era tão bom que desse o filme tal", etc etc, eram coisas que me vinham à cabeça sempre que me dispunha a ver um filmezito à noite, hoje em dia o diálogo mental mudou muito, mas não perdi nem o gosto nem a vontade. Sim meus queridos, aindo vos adoro e aguardo ansiosamente por arranjar uns melhores amigos/amigas com tv cabo, ou como se diz na covilhã, Cabovisão, porque isso da tvcabo não existe por estas bandas (lol, yes it's true!). Agora resta-me a leitura, devorar com delícia e requintes de malvadez, cada página da minha bíblia dos Movies of the 40's, e aguardar pelos saldos e promoções de natal, para comprar aqueles dvd's que ninguém quer e que ficam lá esquecidos no cantinho da prateleira, hehe. Posso dizer que essas décadas em muito me inspiraram, e recentemente nos meus trabalhos da universidade, que prometo que em breve começo a fotografá-los e a pô-los aqui, como já me pediram (não me esqueci!!!). Neste momento estou a fazer um projecto de três painéis para uma disciplina, e inspirei-me em objectos dos golden years mas com uma reviravolta pop (design que perdura ao longo do tempo). E em honra dos há muito não vistos mas jamais esquecidos filmes, sinto-me feliz por vos presentear com uns pequenos clips directamente do youtube, na esperança de vos abrir o apetite e de vos despertar a curiosidade.
Citizen Kane

The Maltese Falcon


The Birds


Casablanca


The Postman Always rings twice


fL.

22/11/07

Cá me têm de novo, com muitas virgulas!

Como o prometido é devido, cá estou eu de novo. Não, não é de volta ao algarve, isso só no Natal, mas de volta às minhas lides blogueiras. Não tenho parado por estas bandas e descobri da melhor maneira que em design de moda afinal até se desenha! Para minha grande felicidade claro, porque ao ver e rever as disciplinas na fila das matriculas, não conseguia deixar de pensar "que horror, são so cadeiras teóricas!". Não sei porquê mas sinto uma felicidade descomunalmente grande cada vez que penso que ando cansada, destruída, não tenho tempo para mim e muito menos para os outros. Soa estranho nao soa? Finalmente ando ocupada com coisas que valem a pena o meu suor e lágrimas (se bem que essas nunca mais as derramei, excepto as de alegria), finalmente posso parar de aborrecer as pessoas com as minhas queixas, finalmente não consigo parar de sorrir! Mudanças para melhor são sempre bem vindas, especialmente mudanças de um "que seca tenho frequência de análise psicológica para a semana", para um "tenho que pintar duas telas para terça feira pa aula as 10h".
Sim é um facto que a minha vida agora é uma correria, está sempre frio e tenho passado as minhas semanas na covilhã quase sempre adoentada, ando sempre mal de finanças, cansada e ocupada...Mas também é um facto que fiz amigos fantásticos, pessoas que me enchem de vida e alegria, pessoas com quem me identifico, pessoas que gostam de mim exactamente como sou. Finalmente sinto que sou independente, faço o que quero quando e como quero sem ter que dar satisfações a ninguem, tenho sugado o máximo da vida nestes ultimos tempos, e não consigo deixar de sentir que o melhor ainda está para vir. Adoro os meus dias típicos que nunca chegam a ser típicos e que volta e meia me envolvem em imprevisto. Acordar com três horas de sono porque tive a noite a desenhar, fazer crepes para o pequeno almoço enquanto olho pela 50ª vez pela varanda da cozinha e penso "meu deus que paisagem incrivel", espreguiçar-me pela casa enquanto oiço música aos berros no ipod,preparar a minha pasta enorme com blocos e caixas de lápis para a aula, encher a mala de tecidos,tomar banho e sair de casa sem me pentear (sim pk eu agora tenho cabelo liso,hihi =P), dar uma última inspiradela profunda e absorver o cheiro delicioso que entra pela minha casa adentro da fábrica de bolos no andar de baixo da minha casa, por-me a caminho da universidade e em 5minutos estar lá a pé, absorver cada minutinho de aula e ser sempre a última a sair, ir ter com a ana para ir a cantina, subir até la acima e pensar "será que é hoje que ja vemos a serra branquinha?", irmos distribuir flyers pela rua para logo a noite, ir ao café e só dizer merda e fazer palhaçada, rir...rir...rir sem motivo nenhum,nunca saber onde vou jantar ou com kem, inventar o último gourmet da cozinha internacional com um ramo de salsa, uma batata e 4 salsichas,arranjar-me para ir trabalhar e nunca saber o k vou vestir, ir para o bairro distribuir mais flyers, beber uns finos e ficar à conversa antes de voltar pra discoteca, rir...rir...rir no caminho de volta, bulir das 11h da noite as 6 da manha e divertir-me a cada segundo que passo a trabalhar naquela discoteca marada, sair de lá cansada, às vezes com a dita em cima, as vezes não mas pior do k se estivesse (lol), ir para casa a pé com o pessoal todo enquanto vemos o dia a nascer por trás das montanhas, e sentir aquele frio, ai o frio da covilhã, meu deus que frio....e akela luz amarelada que parece que puseram um filtro no céu ou que está tudo em chamas, céu rosado na linha do horizonte de um rosa como nunca vi,o verde salpicado por todo o lado, os telhadinhos vermelhos e rosa até la baixo, na planície lá em baixo(acentue-se lá em baixo porque vivo no pico da covilhã, ou seja muitos muitos metros de altitude) o nevoeiro acumula-se meio esfumado, denso e branco cobrindo tudo, lembra-me sempre o mar, e de cada vez penso sempre, "meu deus...que paisagem", chegar a casa e tirar o cheiro do tabaco de cima,olhar pela varanda do meu quarto, ver o cavalete lá fora com uma camada fina de humidade da noite, pegar em mim e ir para as aulas as 10h com com três horas de sono mas com um sorriso enorme no rosto. E é o início de um novo dia, e diga-se mais uma vez, mas bem dito como diria grão-mestre Rico ou Fro....we looooove fashion tv(sim, nós os pobres sem net nem tv cabo em casa...lol). Mais novidades pra breve, que muito já me andam a chatear para as dar, tenho que ir cozinhar para alguem e por-me temática para uma qualquer festa rockabilly,sim pk hoje tou de folga e só trabalho amanhã e sábado!!! :)
see you soon
p L.

27/09/07

Até breve


Vou ter saudades dos passeios ao fim do dia, saudades da praia à porta de casa... Troquei os ares do mar pelos ares da serra mas volto um dia destes. Até breve
=)

24/09/07

Uma boa notícia nunca vem só

:)
0400
Universidade da Beira Interior
Vagas 2ª fase


9071: Design de Moda
vagas - 12
pL.

13/09/07

Dia de atirar os foguetes antes de tempo

Segunda é dia de pré-celebração e é também dia de decisões... começar a fazer as malas e encaixotar tudo. Às vezes na vida é preciso saber arriscar, fazer as coisas mesmo sendo o futuro incerto, pois só assim se consegue a segurança de que se tudo correr bem, já está tudo tratado. E a segurança é ter sítio onde dormir e sítio onde trabalhar. Dia 28 de Setembro às 15 horas espero estar no fantástico C3 lilás a caminho da covilhã, a caminho de uma vida nova, da minha vida. Não fui muito à praia este verão, espero que faça sol antes de ir embora, gostava de poder ter a satisfação de fazer essa viagem de narizinho queimado, cara invadida de sardas e sorriso enorme no rosto enquanto seguro o meu saco cheio de búzios, tal qual criança de 7 anos.
O tempo passa a voar mas custa na mesma, a voar passaram 5 anos e agora tenho 18 anos de novo. Siga a marinha que já se faz tarde, mas mais vale tarde do que nunca.
Não se esqueçam de mim. Eu também não vos esqueço. Sabem quem são.

06/09/07

Hommus porcus


Após alguma ponderação, seguida de um desconforto que ultimamente tem sido diário, eis um pequeno resumo de algumas espécies que sinceramente não fazem falta absolutamente nenhuma no nosso planeta. Estejam alerta, porque elas andam por aí. Ora cheiram mal, ora estão banhados em perfume. Ora estão sujos, ora estão vestidos à prostituto da noite. Ora se riem descaradamente, ora fazem aquele ar sério de pseudo-gingão. Qualquer que seja a espécie, os tarados andam por aí, e mais valia estarem extintos.

  1. Em primeiríssmo lugar: pedreiros, trolhas ou assistentes de construção civil. Não proponho a extinção da espécie, mas sim daqueles que insistem em assediar as transeuntes que passam pelos seus locais de trabalho. Porém se fossemos extinguir esses espécimens, penso que restaria apenas 1 por distrito. Começo a perder a esperança de que pérolas como "fazia-te a folha", "levava-te às estrelas", "ó boa" ou o simples "pssst psst" algum dia irão desaparecer. E agora pergunto, o que esperam eles obter com tamanha abordagem? Quero que me apresentem factos, de uma única vez que uma mulher foi assediada por pedreiros, e ela saltou o muro e lhes propôs uma tarde de sexo escaldante a 3 ou mais. De alguma vez que a mulher abordada se terá desnudado e acampado em frente à obra para melhor satisfação e regalo desses funcionários obreiros? Duvido. Ah e as prostitutas e toxicodependentes não contam.

  2. Em segundo lugar, aqueles indivíduos que, enquanto andamos na rua descontraídas no passeio, buzinam e emitem um grunhido que até hoje não consegui decifrar. E o mesmo pergunto, o que pretendem esses indivíduos? Porque insistem em pregar-nos sustos de morte ao buzinarem pelas costas?Alguma vez alguma mulher mandou parar o carro e lhes propôs ser a sua escrava sexual full-time? Duvido.


  3. Aqueles indivíduos que, nas discotecas/bares, insistem em passar muitas vezes pela mesma mulher, mesmo que à volta desta exista um raio de 5 metros de espaço livre, sendo essa passagem sempre efectuada a roçar pela pessoa, ao mesmo tempo que a mão/s acompanha/m esse movimento (estranhamente sempre na zona do peito ou derriére). A isto se chama palpação subtil (para eles, porque as mulheres percebem sempre). Compreendo que estejam tontos do alcoól, mas será mesmo necessário agarrarem firmemente um rabo para passarem de um lado para o outro? Duvido.

  4. Aqueles indivíduos que perguntam "a tua amiga tem namorado?". Haverá coisa mais humilhante e desagradável do que perguntar isso a uma mulher? Para além de ser extremamente fútil, uma vez que são meramente atraídos pela aparência física, colocam também a inquirida no papel de ama-seca feiosa que lá está para servir apenas de intermediária.


  5. Aqueles homens que quando jogam a bola na praia em grupos pequenos, insistem em atirar a bola "acidentalmente" para cima das mulheres, e quando a pontaria é mais certeira, em cheio num qualquer rabiosque virado para o sol.

Se me esqueci de algum...por favor avisem. Que medidas podemos tomar para atenuar estes comportamentos de bestialidade?Abro tamém uma votação para eleger qual dos 5 é o mais porco e incomodativo.

pL.

04/09/07

Desafios e afins

Em resposta ao desafio proposto pelo sr lagarto, aqui está o pedido. O objectivo era pegar no livro que estivesse mais perto, o abrisse na página 161 e transcrevesse a 5ª frase completa dessa página. Pronto sei que escrevi mais do que uma, mas achei uma piada enorme ao que me foi calhar. Confesso que este não foi o primeiro livro que tinha a mão, este estava ao lado de outro, mas quando abri a biblia chamada Movies of the 40´s e abri na página 161, a 5ª linha seria mais ou menos correspondente ao papillon do Gene Kelley (sim, a página inteira era uma foto, lol). Poderia ter transcrito da página antes, mas não sou batoteira!
Eis o que me calhou então:


"Cada noite que passa eu sinto modificar-se uma parte de mim, comecei, por exemplo, a expelir gases constantemente...Peço desculpa...está a ver o que eu queria dizer? A propósito, experimenta isto - e passou a Chamcha um pacote de pastilhas de mentol extra-fortes.Para o teu hálito. Subornei um dos guardas para ele te trazer um fornecimento delas.»


Salman Rushdie, Os Versículos Satânicos


Aqui vem a parte mais difícil, escolher os desafiados. Eles são portanto:

O coleguinha Marc

O sr Canhoto

CP

A menina IG

O menino Anarquista Duval


Para postarem os excertos, é só criarem um novo post nos vossos blogs, e deixarem-mo aqui nos comments também. Vamos ver o que sai daí. Depois, é só fazerem o mesmo que eu vos fiz, a outras 5 pessoas, nas quais não posso estar incluida claro =)


p.s. para quem me perguntar sobre o objectivo disto...é matar a curiosidade sobre os livros que cada um anda a ler (penso eu ora bolas...lol)

Beijinhos e abraços
pL.

03/09/07

Sempre em alta





Parabéns cousin! Sei que não somos irmãos (até porque somos os dois filhos únicos), mas para mim é como se fossemos...Bem, somos os primos mercenários,lol. Desta vez achei por bem escrever por aqui qualquer coisita, mas atenção, não é que não o tivesses merecido ainda! Para os que se perguntam sobre o que estou a falar, é so consultar o link abaixo!
Parabéns mais uma vez...és o orgulho da família ;)
Beijinhos da Mercenária Jr aka ovelha negra (lol)
pL.

27/08/07

Linda Martini

Com umas semanitas de atraso, mas aqui está o meu parecer =)
Apesar de ja terem lançado o album Olhos de Mongol no verão de 2006, a banda portuguesa Linda Martini tem passado despercebida aos olhos de alguns, mas de certeza que tal não aconteceu nesta 15ª edição do Festival Paredes de Coura. Desde o ínicio que ficou bem claro que a banda ia apostar forte na actuação, talvez por serem a banda de abertura do último dia, ou talvez por ser um privilégio tocar no palco do festival mais alternativo de portugal, por onde grandes nomes ja passaram. Não parecendo minimamente incomodados com o mau tempo que até então se havia sentido, os Linda Martini tocaram com intensidade e garra, fiquei agradavelmente surpreendida com a qualidade da banda, (apesar de ser uma ignorante em matéria musical) e posso afirmar com convicção que tocaram brutalmente bem. Não houve pontos baixos na actuação e depois deste concerto, os Linda Martini merecem mesmo que comprem o Olhos de Mongol. Fiquei arrepiada e surpreendida com esta banda que afinal de contas, sempre tem aquele cheirinho de rock progressivo que tanto me agrada. Não podendo deixar de referir a música com que acabaram o concerto, só tenho pena de ainda nao haver imagens no youtube, mas prometo que assim que houver, vão estar aqui coladinhas. Não consegui encontrar o último tema mas deixo-vos com a letra (que atenção, não é deles) e de um vídeo de Amor Combate destes meninos (e menina) que na minha opinião, constituem uma das melhores bandas nacionais que se surgiram nos últimos tempos.
Adeus tristeza, até depois
chamo-te triste porque senti que entre os dois
já não há mais pra fazer ou conversar
chegou a hora de acabar.



E já agora, não custa nada ir ao myspace da banda...=)
http://www.myspace.com/lindamartini
pL.

22/08/07

Apressa-te tempo...


Estou exausta.
Sinto-me desprogramada, quase incapaz de pensar por mim própria. Quando estou cansada dói-me a cabeça e fica tudo branco, entro em modo autómato e saio do modo criativo. As pessoas pedem-me a toda a hora pra lhes fazer coisas, "faz-me isto e aquilo", mas nem com disposição pra criar eu ando. Em tempos idos, não via a hora de chegar a casa para começar a trabalhar, repleta de adrenalina nas veias, só por alguém querer e gostar do que faço. Trabalhava a noite toda, noites a fio só com o barulho do mar lá fora e as osgas a espreitar do lado de fora da janela do meu quarto. Agora levo semanas a fazer uma pulseira de tornozelo...(para os mais leigos, é só enfiar as missangas no fio e meter uma merdinha pendurada) mas não é preguiça...sabem que só a tenho na escola... :)
Um amigo há tempos disse-me "és boa pessoa mas falta-te pulso, deixas os outros pisarem-te". Acho que tens razão, mas não neste sentido, gosto de agradar. Bem, se calhar até sou um bocadinho servil demais às vezes, até porque como já me disseram "nunca deves mostrar a alguém que gostas demais dessa pessoa". Isso faz-me confusão, se gostamos de alguém devemos mostrá-lo, certo? Bem se rebuscar nos meus conhecimentos de psicologices, até faz sentido, há quem goste da luta, há quem goste de não ter as coisas facilitadas, e por outro lado, há quem não goste de nós e se percebem que há amor na costa, põe-se a milhas num piscar de olhos.
Ultimamente ando a adormecer em todo o lado, várias vezes acordo no comboio e dou por mim em Tavira ou noutras localidades bem remotas. Várias vezes esperei que a minha mãe me fosse buscar a uma qualquer tasca à beira da estrada, repleta de cheiro a vinho, porque adormeci e fui parar a cascos de rolha. Mal acordo solto um "MERDA!!" bem alto esquecendo-me que está mais gente ao lado, e toca de esperar por outro comboio para voltar 20km pra trás (às vezes mais). Também tenho adormecido sentada ao computador, e por vezes deixo as pessoas a falar sozinhas...desculpem...lol... Que narcoléptica! Já dizia James Murphy, "but i'm never as tired as when i'm waking up"...e o resto não interessa (não fosse por frases como «i'm sure what we would do, run outside and fuck someone, to show it didn't mean a thing» até espetava aqui com a música :D). Como é possível dormir 8 horas e não descansar, nem cabeça nem corpo? Alguém me explica?
Preciso de dormir mais se calhar, ou apenas de me deitar no sofá a ver televisão, (sim AQUELE sofá pop art, também conhecido como caixote almofadado, mas também, já qualquer um me serve) nem que seja a ver a floribella e as suas maminhas novas (LOL tinha k dizer!!!!!)... também preciso de não trabalhar 7 dias por semana.
Não tenho pintado muito, por vezes começo e não acabo...mas no geral ando mais satisfeita com o meu trabalho, sei a quem o devo ;) Já tenho saudades de irritar a minha mãe ao esburacar a parede com o black&decker, a fazer mais um furo pra por mais uma tela.
Nunca mais chega Outubro, estou farta destes nervos de saber se entro ou não, ando permanentemente com a barriguinha gelada e estou farta de me estafar pra viver mais confortavelmente uma vida que ainda nem sei se vou ter. E se chega a hora e fica tudo na mesma?Não estou pronta para ser a Drª Lara, não quero ser psicóloga...gosto de malucos mas dispenso aturá-los.
Precisava era de uma familia que me apoiasse, de umas palavras ou de uns gestos que mostrem que têm orgulho em mim, mas na falta disso, tenho os amigos que estão mais sorridentes por mim do que eu tenho andado. Desculpa primo, já me esquecia de ti, "primita és a maior" :) essa conta...
Mas sabem, no fundo ainda me consigo rir só por vislumbrar de relance o que espero que esteja para vir. Colegas, amigos, aulas, independência... e uma mesa de cabeceira prestes a ser fabricada com caixas de ovos =)
Esta semana fui à Singer e comprei uma máquina de costura novinha em folha, a melhor que lá estava, e ao contrário do que pensava, não desatei a fazer tudo o que tinha desenhado nos últimos tempos. A muito custo fiz um bolero pra mim (por bolero entenda-se um simulacro de casaco com aproximadamente três palmos de largura, também conhecido no mundo masculino como tapa-ombros, uma das poucas reminiscências dos 80's, mas sem os chumaços e a pele de leopardo). Depois de um dia de trabalho, carreguei com aquilo a pé e no comboio e até casa, e tive até as 2 da manhã a tentar decifrar o funcionamento do espécimen (visto só saber funcionar com o fóssil da minha avózinha), mas la me saiu o casaco jeitoso e melhor que de compra, feito com um pouco dos dois metros de puro algodão branquinho, que comprei por 25 cêntimos nos retalhos do pagapouco =) Viva as peças de tecido com defeito!!
Foi das poucas coisas que me fez sorrir nos último tempos, a primeira peça feita por mim na íntegra, sabe bem melhor do que alinhavar e ainda ter que pagar 20€ para uma costureira a fazer...velhinhas xulas.
Prometo que esta semana vou tentar fazer as coisas que me têm pedido, vou pensar em outubro com optimismo e sorrir motivada.
Dizem que a vida é feita de ciclos, pois olhem, sinto-me no meio de um neste momento, e este turbilhão mais parece o interior de uma máquina de lavar, num daqueles ciclos para lavar os tapetes que têm nódoas difíceis, nomeadamente as de chichi de gato...MAU ÓSCAR!! (clarificando -> torce, espreme, agita com violência...lol). Nunca mais chega a hora de estender a roupa ao fresco, de preferência com vista pra serra!! =)
Chega de metáforas têxteis...lol "Alguém espanque esta mulher!!!!!!!"
Voltei a cortar o cabelo, mais um ciclo, três anos depois, o corte amelie poulain está de volta nesta cabeça despassarada, chamem-me plagiadora ou cliché, quero lá saber, gosto assim =) Se dida aqui estivesse diria que pareço gente da mais fina flor do entulho (não necessita clarificações...lol).
Mesmo assim, dizem que pareço aquelas pessoas que quando caem riem as gargalhadas delas próprias, mesmo estendidas no chão a sangrar, estou mal, mas volta e meia ainda consigo partir a loiça toda! Por acaso no outro dia até parti dois copos...
Bem vou-me deixar de lamúrias, vou jantar com uma grande amiga =)
beijos e abraços a todos =)

p.s. Para quem estiver a pensar no porquê deste post disparatado, ele é a resposta aqueles que me têm perguntado "onde te meteste?!" "por onde andas?" "estás viva?"...estou aqui, só preciso é que puxem por mim um bocadinho!

pL.

09/08/07

Ares da serra

Este fim-de-semana fui à Covilhã dar uma mirada no que espero ser a minha futura casa pelos próximos três anos, e escusado será dizer que as memórias que tinha daquela cidade não eram nenhum delírio de uma noite de copos. A covilhã continua linda. Gostava de poder dizer que descansei bastante, mas não o fiz. Vi imensos apartamentos e o pior é que as ruas/avenidas são quase todas de inclinação praticamente vertical, o que tornou os meus "giros" em autênticas escaladas sob um calor abrasador que rondava os 42º ao sol. Mas como quem corre por gosto não cansa e o orçamento era apertado, resolvi armar-me em turista e mandar o taxi passear (literalmente) e fiz tudinho a pé...O único hotel com vagas era um bocadinho longe da universidade mas ficava só a 10min a pé do centro, no topo de mais uma inclinadíssima colina, mas com uma vista espetacular. A vista da varanda do meu quarto era de tirar a respiração e o quarto era excelente...mas também paguei uma pipa...(já percebo porque só havia vagas nesse). Fez-me bem estar sozinha, ter o primeiro-fim-de semana livre em alguns anos e poder fazer o que queria ao meu próprio ritmo. Pronto quem me conhece já deve tar a imaginar que me perdi dezenas de vezes, e perdi-me!! Mas por falta de perguntar não foi, mas certas vezes mais parecia que estava naquele sketch do gato fedorento dos alentejanos a darem indicações, e em certa altura recordo-me de passar umas 3 horas à procura de uma rua do rodrigo e mais 1.30h à procura de um certo café denominado Marinel. Correcção! Mari-Nel...cuja empregada de balcão (brasileira claro) estava a ser claramente asseadiada por 5 tasqueiros e parecia estar a gostar. É bem. A viagem para cima foi uma merda e a viagem para baixo foi ainda pior, mas a estadia superou-se. Os apartamentos no geral eram velhos, correcção, rústicos (lol) mas eram baratíssimos, rondando os 100€ e os 125€. Após muito andar e subir escadas de inúmeros prédios de 5 andares SEM elevador, encontrei um que gostava razoavalmente. Gaz canalizado, dois elevadores, internet, tv cabo, quarto sem mobília centenária e não ficava no cú de judas nem no topo de uma avenida enorme a 80% de inclinação como a maioria dos que vi, mas sim por cima de um centro comercial no centro, a 5 min da universidade, jardim à porta e transportes!!
Vou morar (se tudo correr bem) com dois rapazes e mais uma rapariga na linda cidade de covilhã =)
Para quem está curioso para ver do que estou a falar, aqui vão algumas fotos...disfrutem, e vão-me visitar!
beijocas
pL.










03/08/07

Jukebox

"A música Indie, frequentemente abreviada como Indie de Independente, é um termo originalmente usado para descrever géneros, estilos e outros atributos culturais da música sendo caracterizada pela sua independência das companhias discográficas mais comerciais e pela sua abordagem autónoma ao modo como escolhem gravar, editar e apresentar a sua música ao público. Desde que surgiu, este termo tem ganho popularidade, e é actualmente utilizado para descrever aquelas bandas cuja música se distancia do considerado comercial/mainstream. Deste modo, não será menos correcto usar esta expressão como um sinónimo de música alternativa ou underground. Indie Rock e Indie Pop são talvez os géneros mais comuns que se inserem neste estilo de som. A diferença entre estes dois não é fácil de estabelecer, uma vez que ambos os géneros usam uma instrumentalidade semelhante, porém, as opiniões a respeito das suas diferenças tem dividido muitas opiniões e não só, existem também os que não concordam com a colocação de um autocolante na testa das bandas. Mesmo assim, existem bandas que claramente pesam mais para um lado, como é o exemplo dos belíssimos Smiths no indie pop".

A pedido de diversas pessoas, aqui estão as ligações para as músicas. Peço desculpa ainda não ter um leitorzinho, mas está a caminho, assim que aprender como se faz...lol...Se alguém eventualmente souber como, agradecia imenso que mo ensinassem =)

A - 1: Just Like Honey
B - 2: Teen Age Riot
C - 3: Wail
D - 4: Gigantic
E - 5: I am a Scientist
F - 6: Freak Scene
G - 7: Summer Babe
H - 8: Black History Month
J - 9: Bigmouth Strikes Again
K - 10: Have You Forgotten

Gostava de por muitas outras bandas, e mais músicas das bandas que aqui estão, mas as minhas mariquices estéticas não me deixaram trespassar os limites da minha Jukebox pequenina...lol Para os fãs incondicionais de certas bandas que aqui estão, peço desculpa não ter posto todas as músicas que sugeriram...fica para a próxima semana, Smells like indie: a sequela =)

Resta-me despedir-me, disfrutem!!

Abraços e beijinhos

pL.